Domingo, 13 de Março de 2005 (Culto Matutino)
Convite a uma vida comunitária em solidariedadeA visão dessa igreja para o ano de 2005 é ser acolhedora! Que bom! Fiquei muito contente quando a liderança da igreja decidiu por este tema. Por acolhimento entende-se que cada pessoa deve ser valorizada e, conseqüentemente, cada um deve ter a atenção devida. Ninguém deveria estar “escondido” em meio à multidão. Contudo, ao pensar sobre esse assunto, alguns conceitos emergem, dentre eles: individualismo, individualidade, comunidade. É necessário que, didaticamente, esclareçamos esses termos:
| INDIVIDUALISMO | INDIVIDUALIDADE |
| Auto-valorização | Inter-valorização da pessoa |
| Autonomia e reivindicação dos direitos | Dependência de outros e percepção de deveres |
| Comunidade para satisfação das necessidades pessoais | Importância da comunidade no desenvolvimento da identidade |
| A comunidade em serviço do indivíduo – sociedade de consumo | O indivíduo em serviço à comunidade – sociedade em solidariedade. |
Portanto, podemos nos relacionar com a igreja como consumidores ou como membros solidários, como indivíduos ou como individualistas. A Palavra nos direciona para o encontro de nossa identidade através da valorização da individualidade e valor pessoal através da comunidade. Para Deus, não existe “mais um na multidão”! A parábola do filho pródigo (Lucas 15) deixa claro que todos somos convidados a uma vida comunitária em solidariedade.
“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.” v.20
Aqui, aprendemos que a vida em comunidade envolve, em primeiro lugar, perceber o próximo mesmo que distante dos olhos ou do coração (“vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou”). Aquele jovem tivera magoado profundamente o coração de seu pai, que não o desapercebeu. Quantos de nós percebemos aqueles com quem convivemos? Passamos pelas pessoas sem percebê-las. Em segundo lugar, a vida em comunidade envolve caminhar em direção ao próximo com compaixão (“compadecido dele, correndo”). O pai corre em direção ao filho, tomando a iniciativa do acolhimento o que foi surpreendente frente a ofensa recebida. A palavra compaixão usada por Jesus é muito séria e profunda, pois convoca-nos à relacionamentos aliançados e profundamente comprometidos. Compaixão não quer dizer pena, mas paixão. Isso é muito sério e tocante, pois somos objetos dessa paixão divina, agora devemos ser sujeitos! Em terceiro lugar, v.22-24, a vida em comunidade envolve tomar atitudes concretas na direção da restauração da dignidade, da identidade e da alegria. Quando o pai veste seu filho, ele restaura a dignidade perdida pela queda; ao lhe devolver o anel e ao calçar os seus pés, a identidade de filho lhe é restaurada e em toda essa restauração do indivíduo, a comunidade é renovada em festa e alegria, v.24 .
Agora, a comunidade celebra a restauração do indivíduo porque isso lhe dá sentido! Esse é o paradigma que Cristo nos deixou. Vivamos uns para os outros, assim como Cristo viveu por nós. E assim, aprendamos a ser uma comunidade acolhedora.
Esta mensagens está disponível em CD para empréstimo, na biblioteca da igreja.
Veja também:
- Outras Mensagens de Março de 2005.
- Outras Mensagens de Daniel Fujisaka.