Domingo, 25 de Junho de 2006 (Culto Matutino)
Deus é alegre e festeiro!Quando os líderes da sinagoga viram Jesus comendo e bebendo com cobradores de impostos corruptos, prostitutas e adúlteros, logo se agitaram entre si dizendo: "Como pode alguém que se diz ter vindo de Deus andar com gente dessa espécie?". Impressionante como a religiosidade produz homens e mulheres mal humoradas, rancorosas, rígidas, esforçadas e punitivas. O mais impressionante é a ousadia dos religiosos em dizer que falam em nome de Deus o que, em outras palavras, acabam por ensinar ao povo que Deus é assim, tal como eles: mal humorado, sisudo, bravo, irado, rígido...
Os religiosos olham pra Jesus se alegrando com o maltrapilho e se perguntam porque ele não prefere estar com eles em suas sinagogas, gozando de uma comunidade limpa, certa, num ambiente saudável e aconchegante. Jesus claramente diz a eles que o prazer dele está naquele que se perdeu. Ironiza dizendo que os justos não precisam dele, para quem tem ouvidos ouça, os religiosos se acham justos e não precisam do Cristo, o único justo (Rm 12.10).
A boa notícia para os maltrapilhos e má notícia para os "justos" é que Deus é oposto da sisudez. Ele é alegria, é júbilo, é festa, é graça! É karis, palavra grega que é mais recorrente no capítulo 15 de Lucas. A boa nova para muitos que acreditavam num Deus de cara amarrada sentado no alto do seu trono é que Deus é completamente alegre e feliz. E, pasmem, Deus é alegre em si mesmo, o que implica em que ele não depende de nós para ser feliz. E ainda bem, não acham? Aqueles que acham que Deus depende deles para ser feliz só podem imaginar um Deus de cara amarrada e impaciente com as suas lambanças.
A segundo boa notícia é que fomos feito a imagem e semelhança de Deus, portanto está naturalmente em nós o anseio por ser feliz e alegre. E é um anseio correto e bíblico, pena que os religiosos se esquecem disso, acham que a alegria e o prazer com a vida contraria a rígida disciplina de viver em santidade. Somos seres criados para sermos felizes! Nossa santidade não torna Deus mais ou menos alegre e satisfeito. Ele é totalmente satisfeito e feliz! Nada que façamos pode abalar esse fato.
A terceira boa notícia, é que a santidade é um ato de alegria e satisfação. Não é uma busca sacrificial e triste, e não se dá pelo medo da punição, mas pelo amor. A transformação é inevitável daqueles que são diariamente e continuamente, num processo, tocados pelo amor.
Agora, o alerta é para nós que cremos. A religiosidade ronda a nossa a porta a todo instante. Diria até que a tendência natural é ser religioso. A fuga da religiosidade é um movimento consciente e ativo em direção à verdadeira espiritualidade.
Assim, sejamos plenamente felizes e alegres, à semelhança de Deus. Deixemo-nos ser tocados pela alegria e amor de Deus.
Esta mensagens está disponível em CD para empréstimo, na biblioteca da igreja.
Veja também:
- Mensagem de 18 de Junho de 2006.
- Mensagem de 02 de Julho de 2006.
- Outras Mensagens de Junho de 2006.
- Outras Mensagens de Daniel Fujisaka.