Domingo, 30 de Dezembro de 2007 (Culto Matutino)
Acaso da Vida, vida no acasoQuando um ano passa, um ciclo é completado. Ciclo da Terra em volta do Sol, ciclo das estações, ciclo das chuvas, ciclo das colheitas, das produções, das contabilizações, do trabalho e das férias. O ciclo nos convida a refletir sobre a ordem do universo e, portanto, sobre o próprio Criador. As repetições naturais, seus padrões, nos fazem contemplar a intencionalidade da criação, visto que o universo não foi constituído pelo acaso, e o surgimento da vida não foi acidente eletroquímico. A nossa sociedade ocidental da qual fazemos parte tem se tornado, segundo estudiosos, o que se denomina de sociedade múltipla, de maneira que a mensagem de um Só Deus e um Só Mediador Cristo Jesus não é nem mesmo politicamente correta. Seria mais diplomático em nossos círculos dizer que todas as religiões são boas e todos os deuses compõem esse grande Deus do universal.
As Escrituras, no entanto, não nos indicam um panteão de deuses governando o universo. Apesar dessa tendência pós-moderna de multiplicidade, as Escrituras nos ensinam e nos falam de um só Deus criador da vida e ordenador do caos. A narrativa de Gênesis declara que no princípio Deus criou céus e a terra, e que essa era sem forma e vazia. Para o antigo leitor a locução 'sem forma e vazia' o levava imediatamente ao senso de caos, desordem, multiplicidades sem fim. Contudo, quando se ouvia que Deus pela sua palavra dava forma ao disforme e preenchia o vazio com animais, plantas, luminares, a sensação de descontrole cessava como uma tempestade que encontra a bonança. A vida foi criada por um Deus ordeiro que desejou se expressar na sua criação. Nossas vidas, portanto, não são um acidente. Houve planejamento e ordem quando fomos concebidos. Por mais incerta que a vida possa parecer ser aos nossos olhos humanos não nos esqueçamos de que a vida é um dom precioso de Deus e que o mesmo Deus criador é o Deus salvador. Deus não nos deu as costas quando nós, pela liberdade necessária do amor, decidimos nos alienar nos nossos interesses egocêntricos e pecaminosos. Pelo seu amor, Deus não nos abandonou na colheita dos frutos amargos plantados por nós mesmos. Ele mesmo se fez morte para que a vida ressurgisse em nós. Ele é a nossa esperança. Assim, confiemos em Cristo Jesus que nos criou e nos amou em sacrifício. Ele é o fundamento de todas as coisas, por ele e para ele foram criadas todas as coisas. Ele é o ordenador do caos, o nosso resgatador, socorro bem presente na tribulação.
Veja também:
- Mensagem de 23 de Dezembro de 2007.
- Mensagem de 06 de Janeiro de 2008.
- Outras Mensagens de Dezembro de 2007.
- Outras Mensagens de Daniel Fujisaka.