Mensagens/Agosto de 2008

Domingo, 17 de Agosto de 2008 (Culto Matutino)

Em busca da excelência - Parte 2: A libertação

Daniel Fujisaka

Marcos 8.34-38

Vimos que a excelência humana, segundo as Escrituras, infere em duas qualidades: primeiro, homens e mulheres excelentes são aqueles que têm sede e buscam a integridade e justiça; segundo, homens e mulheres excelentes são aqueles que encaram o desafio de viver intensamente a vida, com propósito e assumindo a grande aventura de se arriscar pelos ideais de uma vida intensa e realizada.

É assim necessário sabermos o que nos impede de vivermos essa excelência. O que está nos segurando, amarrando-nos, aprisionando-nos de maneira que não vivemos uma vida íntegra, nem uma vida intensa e realizada. Jesus é o maior modelo de excelência que já existiu, portanto é na experiência dele que somos verdadeiramente libertos. No texto que lemos podemos identificar três grandes necessidades de libertação humana: da culpa, do ego e do medo. Essas três áreas de libertação encontram seu paralelo de libertação da dimensão tripartite da salvação (Pela ensino do apóstolo Paulo sabemos que a doutrina da libertação ou salvação em Cristo é tripartite: justificação, santificação e exaltação ou glorificação. Essas são as dimensões da libertação que tem o propósito de nos tornarmos a semelhança de Cristo, o homem mais excelente que já existiu).

A culpa é o reconhecimento da nossa cruz. Muitos pensam em cruz como sina, mas a cruz é para o mundo greco-romano sinal de vergonha e culpa. Ter uma cruz para carregar é o reconhecimento público de falência pessoal, de uma dívida impagável e que somente a morte pode apaziguar a justiça. Seguir a Cristo é então assumir a própria vergonha da falência pessoal, a humanidade caída em cada um, a fragmentação interior e escondida e as incoerências mais profundas. A boa notícia é que a salvação-justificação paga a nossa dívida, a nossa culpa. Somos feitos justos, pois a nossa cruz foi comprada mediante a cruz imerecida de Jesus Cristo que assumiu a nossa cruz-culpa, e agora nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo. Somos libertos da culpa mediante a cruz de Cristo Jesus.

Necessitamos sermos libertos do nosso ego. O egocentrismo é o modo de vida de quem colocou o próprio interesse na frente de todo o resto. É aquele que se ama mais do que todas as coisas e portanto, todos e tudo ao redor tornam-se úteis ao próprio interesse. Egocentrismo pode muito bem ser sinônimo de pecado, que segunda as escrituras é antes de mais nada não amar a Deus em primeiro lugar. Uma vida de pecado é uma vida egocêntrica. Quem não é egocêntrico? Quem não busca ganhar o mundo para si? A palavra diz que não há quem não seja egocêntrico ou pecador. Mas como ser liberto do egocentrismo? Como ser liberto do pecado para uma vida de santidade? De novo, não é pelo nosso esforço, mas pela obra e pessoa de Jesus Cristo. É na salvação-santificação em Cristo Jesus que somos libertos. Somos libertos do egocentrismo pela experiência da ressurreição de Jesus. A ressurreição de Cristo nos liberta do egocentrismo, pois a ressurreição é a vitória sobre a morte. É a vitória do paradoxo do perder-se para se encontrar, do morrer para viver. Sem a ressurreição, a vida de excelência estaria sem a perspectiva de futuro, pois não haveria garantia de vitória. É a certeza em fé que temos que o amor em doação não nos diminuirá.

A libertação do medo se dá na experimentação pessoal da experiência de Cristo na exaltação. Quando Jesus Cristo ascendeu aos céus, ele se assentou à direita do Pai, foi entronizado e exaltado sobre as nações como Rei dos reis, e Senhor dos senhores. Jesus é exaltado em toda glória, e se estabelece como o supremo Deus e supremo homem. É por Jesus glorificado que vivemos em excelência, sem medo e sem vergonha, pois o nosso amado é o Jesus Cristo, o mais valorável e exaltado em supremacia absoluta. Se este é o nosso Deus, a quem temeremos e de quem nos envergonharemos?

A excelência humana só é excelência quando se reconhece na supremacia de Jesus Cristo. Nossa libertação se dará no processo de conhecermos a Deus, experimentando em nossa vidas o próprio Deus-Filho, Jesus Cristo, o nosso senhor e salvador.

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